Primeira lei natural dos cães: Cães são instintivos

Cesar Millan

Um dos maiores erros que os proprietários de cães podem fazer é assumir que seus cães sentem e pensam como pessoas. Isso pode nos levar a humanizar nossos cães, atribuindo as nossas próprias necessidades e motivações para seu comportamento. Como consequência, podemos nos tornar relutantes em disciplinar ou corrigir nossos cães, porque temos medo de ferir seus sentimentos ou criar ressentimentos.

A lei natural dos cães nos ensina que os caninos não funcionam dessa maneira. Sim, eles têm emoções, mas são diferentes das nossas. As emoções dos cães estão enraizadas no momento e são uma reação imediata ao que está acontecendo agora. Os cães não lamentam o passado ou se preocupam com o futuro. Eles só estão pensando sobre o presente: essa coisa no meu ambiente é amigável ou uma ameaça? Devo lutar, fugir ou evitar?

Essa é a maior diferença entre os seres humanos e cães. Estamos constantemente mudando entre nossas dimensões intelectuais, emocionais e espirituais. Mas os cães vivem exclusivamente em um mundo instintivo, e cabe a nós, como líderes de matilha, entender.

Como os cães reagem instintivamente às coisas ao seu redor, eles também são conscientes de nossas emoções, lendo a nossa energia. Quando estamos calmos, eles sentem a calma. Quando não estamos calmos, eles sentem a nossa energia desequilibrada e, naturalmente, nos evitam ou tornam-se instáveis também.

Em uma matilha, cães desequilibrados são rapidamente corrigidos ou, se não se equilibram, são rejeitados. Os nossos cães não podem nos rejeitar, mas podem fazer todo o possível para nos evitar quando não nos acalmamos. É aí que problemas de comportamento surgem.

Porque os cães são instintivos e vivem o momento, não podemos corrigir seu comportamento como o que fazemos com crianças ou mesmo adultos. Os cães são instintivamente atraídos para líderes calmos e assertivos, quer sejam humanos ou caninos. Portanto, temos de entrar em contato com o nosso próprio lado instintivo e nos tornarmos calmos e assertivos. Isso é muito mais eficaz do que tentar "razão" com o seu cão ou fazendo apelos emocionais.

Siga a Primeira Lei, honrando os instintos do seu cão. Deixe seu cão ser um cão, e aprenda a seguir seus instintos em vez de seu intelecto.

Postagem original em inglês aqui.

Não é o seu cachorro que é racista

Confira o belo artigo escrito por Alex Castro e recomendado pela minha amiga Renata Ferreira  que trata de como pode ser sutil e inconsciente nossa comunicação com os cães de "nossa matilha". Leia o texto na íntegra abaixo.

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hoje, andando pela rua com o oliver, cruzamos por uma bela moça num carrinho de bebê e o oliver, pro meu imenso orgulho, fez festinha e tudo, cachorro charmoso que ele é. logo depois, cruzamos por um negão mal-encarado e o oliver, pra minha imensa vergonha, só faltou querer estraçalhar o moço, cachorro protetor que ele é. pedi desculpas e saí de fininho.

será verdade que cães podem ser racistas?

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criamos os cães à nossa imagem e semelhança. passamos milênios selecionando geneticamente cães com base em um único critério: sua compatibilidade conosco. sua capacidade de nos ler, nos entender, nos servir, se adaptar a nós.

quando seu cão late para o moço da geladeira, não é porque ele é um bom juiz de caráter, ou sabe quando “tem alguma coisa errada”, ou possui poderes sobrenaturais, ou tem capacidade de “ler almas”. provavelmente, ele não está nem mesmo latindo em reação ao moço da geladeira em si. o seu cachorro não sabe negociar com técnicos, ele não conhece as dicas sutis de que um prestador de serviços está enrolando ou superfaturando um trabalho. quem sabe essas coisas é você.

o seu cão está reagindo à única coisa no mundo na qual ele é expert absoluto: você. ele está reagindo a mudanças no seu corpo que são tão sutis que você nem mesmo percebe mas que ele consegue captar. batimentos acelerados, suor, diferença na voz, algum tique físico que reconhece como uma típica reação sua ao estresse súbito. seu cheiro, seus hormônios, seus humores, sua voz, seus gestos.

seu cachorro não tem poderes sobrenaturais, nem sabe nada que você não saiba melhor – com uma única exceção. seu cão sabe confiar em seus próprios instintos caninos e, inclusive, confia mais nos SEUS instintos primatas do que você mesmo, que provavelmente os racionaliza. você, ao mesmo tempo em que dá um inconsciente passo atrás em resposta a algo suspeito que fez o moço da geladeira, também pensa: “que besteira, estou sendo paranóico”.

seu cachorro, por outro lado, leva essas coisas a sério. e faz bem.

(esse trechinho parafraseia o livro as virtudes do medo, de gavin debecker.)

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então, voltando ao exemplo inicial, não é o oliver que é racista, coitadinho.

sou eu que, mesmo sendo tão liberal e avançadinho, mesmo dando bom dia ao moço e não trocando de calçada (olha eu falando isso como se fosse grande vantagem!), ainda assim meu corpo deve tensionar, ainda assim eu devo me colocar em posição de alerta, ainda assim eu devo reagir ao homem como se ele fosse uma ameaça maior do que a mulher com o bebê.

e o oliver, que não é bobo, repara. e faz bem.

* * *

releia o primeiro parágrafo. o oliver nem precisaria estar presente: ele poderia ter latido para o “negão” só pela minha escolha de palavras. é assim que falamos. nosso racismo exala pelos poros, pelas entrelinhas.

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Texto publicado em 16 junho de 2011 por Alex Castro em seu Blog (http://alexcastro.com.br/).

Participe do Chá Fraterno do Amigo Bicho

No próximo dia 11 de junho, a partir das 15h, a Associação de Proteção Animal Amigo Bicho (APAAB) organizará um Chá Fraterno na Oca Restaurante, na aveinda Almirante Barroso, 303, no Centro da Capital.

Para participar é preciso comprar um convite, que custa R$ 15, e terá toda a renda revertida para o tratamento e manutenção dos animais resgatados pela APAAB.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3042-0045 e 8721-3149 ou pelo e-mail: amigbicho@hotmail.com.

O cão brocha e a cadelinha manca

São dois bebês. Um é macho e tigrado. A outra é uma fêmea, mais novinha, cor de caramelo e patas brancas. Dois cachorros lindos.

Decidimos por um casal porque achamos que seria fantástico para nossa filha acompanhar todo o ciclo de nascimento de filhotes: o cio, a gravidez, o nascimento, e vários cachorrinhos pequenos correndo pela casa.

Combinamos com o dono do canil que ele ficaria com todos os filhotes. Perfeito.
Minha filha batizou a dupla de Jorge e Bebete, em homenagem a duas músicas de Jorge Ben que ela adora.

Eles se adaptaram rapidamente à casa: em poucas horas, já tinham destruído um canteiro de bromélias e mastigado três refletores do jardim. Umas graças.
Logo nos primeiros dias, percebemos que Bebete mancava de uma patinha. O veterinário identificou um inchaço na patela e pediu que a observássemos.
Algumas semanas passaram, e o inchaço continuava.

Achamos um especialista em ortopedia veterinária em Ubatuba, a 70 km de casa. Levamos os dois cachorros.

As notícias não foram boas: radiografias mostraram que Bebete tinha uma má-formação da tíbia e do fêmur, o que estava causando um trauma nos ligamentos.

Aproveitamos para fazer um check-up em Jorge. O veterinário percebeu que o coitado só tinha um testículo. Ou melhor: o segundo testículo estava “escondido” e com risco de causar uma infecção (não me peçam detalhes, urologia canina não é o meu forte).

Para resumir: Bebete precisaria ser operada da perna, e Jorge, castrado. Aliás, Bebete também será castrada, já que os dois têm problemas que podem ser hereditários.

Lá se foi nosso sonho de ver uma ninhada nascendo em casa...

O caso de Bebete é bem grave. O veterinário diz que não pode garantir o sucesso total da operação. Há uma boa chance de ela ficar manca pelo resto da vida. A cirurgia não é nada simples, e quase caí da cadeira quando o doutor falou o preço da operação. Tivemos de parcelar em quatro vezes.

Tentei contornar a situação com bom humor: Jorge passou a ser chamado de “Viagra”, “Bola Um” e “Bola Murcha”, e Bebete, que ganhou muito peso e tem problemas no joelho, de “Bebete Fenômeno”.

Assim que chegamos em casa, liguei para o canil. Queria avisar ao vendedor que os problemas dos cachorros poderiam ser hereditários, e que ele deveria observar outros cães das mesmas ninhadas.

O sujeito ouviu meu relato e nem titubeou: “Sem problema, a gente providencia a troca dos animais.”

Aquilo me pegou de surpresa. Juro que eu nem havia pensado na hipótese.
Eu disse que não queríamos trocar os boxers. Ele não acreditou: “Tem certeza? Mas a cadelinha pode ter um problema pelo resto da vida!”

Eu entendo a lógica do vendedor. Ele é um comerciante. Se vendeu um produto “defeituoso”, a única coisa a fazer é trocar a “mercadoria”.

Entendo também por que muita gente optaria por devolver os cachorros. Se você quer cães para criar, é um risco grande cruzar animais com possíveis problemas genéticos.

Mas nosso caso é diferente. Compramos os cachorros para nosso prazer, para ter mais companhia e alegrar nossa casa.

Bebete terá “problemas”? Muito provavelmente. Vai precisar de cuidados especiais? Com certeza.

Mas problema maior seria justificar para nossa filha porque escolhemos nos livrar de problemas simplesmente trocando as peças defeituosas. Não é assim que a vida funciona.

Esperamos que o “problema” de Bebete se torne uma lição bonita para nossa filha: de como devemos aceitar as coisas como elas são, e não como gostaríamos que elas fossem. Mesmo que isso dê muito trabalho.

Escrito por André Barcinski do http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br

Alimentando um cão

Aqui vão algumas dicas de como manter seu cão saudável apenas com alimentação correta. E para começar é bom deixar bem claro que "comida de gente" nem de longe é a melhor opção. Essa história de que o cachorro comer o resto do nosso almoço não tem problema é balela.

Por conta dela é são muitos os cães obesos, com problemas no coração e que desenvolvem doenças crônicas que na natureza nunca teriam. Assim, na hora de alimentar seu amigo canino, opte pela ração, que é feita e balanceada para as necessidades do cachorro.

Outra boa providência é reparar em que tipo de ração serve melhor às necessidades do seu cão. Se é de raça pequena é uma, se for raça grande, outra. Se é filhote, tem alimentação especial, se é um cão idoso, outra. Cães com mais energia precisam de energia extra, os mais preguiçosos, ração menos energética.

Higiene

A ração, quando molhada pela saliva do cachorro, ou mesmo por água, começa a fermentar. Este processo pode ser maléfico para o cão. Por isso, o animal deve comer tudo o que quiser na hora que lhe for dado. O que sobrar no prato deve ser jogado fora. Outro motivo para isso é que no prato a comida fica exposta a insetos e à sujeira.

A água também é um fator a se observar. Os cães precisam de água limpa disponível durante todo o dia. Se você não tem como manter um bebedouro de água corrente ligada o tempo todo, pode considerar um bebedouro como os de pássaros, só que com garrafas pet para oferecer água ao seu cão. Não é interessante ter água numa tigela porque os animais podem botar as patas dentro e sujá-la.

Cão salva dona de tsunami

Durante a manhã do dia 11 de março, a cadela Babu não parava quieta. A sua dona, a japonesa de 83 anos Tami Akanuma, tentou acalmá-la. Sem sucesso, decidiu então sair para um passeio. Assim que Tami abriu a porta, a cadela da raça shih tzu disparou rumo à parte mais elevada do bairro, região oposta ao local em que a dupla costumava fazer suas caminhadas matinais.

Por algum motivo, Tami decidiu aceitar o caminho tomado pela cadelinha, e seguiu ladeira acima. Babu, normalmente comportada, apressava o passo, fazendo sua dona se esforçar para acompanhá-la. Quando a cadela parou de puxar Tami, ambas haviam chegado em um abrigo, a um quilômetro de sua casa.

A dona da cadela olhou para trás e quase não acreditou. A cidade de Miyako, onde mora, foi atingida pelo tsunami que devastou parte da costa nordeste do Japão. Sua casa foi coberta pela lama, assim como um bom trecho do caminho que percorreram. Se não fosse o instinto da cadelinha, que comemorou o seu 12° aniversário esta semana, provavelmente Tami não teria se afastado da costa.

Depois dessa história emocionante, ocorrida no dia 11 de março mas narrada apenas na segunda-feira (28) pelo Daily Yomiuri Online, prestarei mais atenção quando o meu cachorro tentar me puxar para alguma direção durante os passeios. Mas aqui entre nós, geralmente ele só quer fugir da esquina do pet shop onde toma banho.

De Margarida Telles, repórter da revista ÉPOCA

Conheça o schnauzer

De origem alemã, o schnauzer era usado para acompanhar as carruagens em viagens através da Europa, e sua presença era indispensável. Durante o dia, corria ao lado dos cavalos, e às vezes corria na frente, para inspecionar o caminho, latindo e avisando diante de qualquer perigo.

A primeira aparição da raça schnauzer foi em 1879, na Alemanha, com o nome de pinscher de pêlo duro. Suas múltiplas qualidades fazem dele um cão particularmente apto para guarda, defesa pessoal e companhia.

O schnauzer é um cão de estatura média, constituição quadrada, e os machos parecem um pouco mais curtos que as fêmeas. Seu caráter bonachão demonstra-se na vontade de brincar e na disposição amável que tem com as crianças. Diante do dono é muito afetuoso, mas é desconfiado com estranhos, não faz amizade com facilidade, e na ausência do dono é incorruptível.

Os órgãos sensoriais da raça schnauzer são altamente desenvolvidos. É prudente, tem grande disposição ao adestramento, é incrivelmente fiel e atencioso. Tem grande resistência a doenças e interpéries.

Os olhos do schnauzer são escuros, ovalados. A cauda alta, levada segundo o temperamento da raça. Sua pelagem é dura, o pêlo é forte e espesso. Visto a contra pêlo está sempre levantado, isto é, não aderente, nem muito curto, mas sustentado pelo sub-pêlo.

A principal característica da pelagem do schnauzer é o pêlo em forma de barba rígida e sobrancelhas espinhosas que sombreiam ligeiramente os olhos. Na fronte e nas orelhas, o pêlo é mais curto que em qualquer outra parte do corpo, e é duro em toda a cabeça. 

Do Guia de Raças

Cães de defesa e de ataque

Já de cara afirmo que não há raças de cães assassinos. A raça não define se o cão é agressivo ou não. Quem decide isso é a índole de cada indivíduo e como ele é criado e tratado em sua "matilha". O que existe são temperamentos mais calmos ou mais agitados.

Agora vem minha opinião. Deixe os cães muito ativos com alto índice de energia para os profissionais. Este tipo de cão precisa de espaço e disciplina por muito tempo. É ideal para quem precisa ter um cão "disposto" a qualquer hora, mas tem disposição para estar com ele o tempo todo.

Bombeiros, policiais, donos de fazenda que lidam com gado ou outros animais que precisam ser pastorados vão conseguir oferecer as atividades que o cachorro precisa durante a vida para não ficar entediado e terão todo o controle que necessitam.

Para os demais cidadão do mundo, os cães seguidores ou mesmo os submissos são os ideais. São animais que não ficarão disputando a liderança com o dono a cada meia hora e vão ficar satisfeito em ter apenas uma hora de exercício por dia. Serão felizes e deixarão seus donos felizes.

Se você acha que precisa ter um cão bravo ou agressivo para proteger sua casa, saiba que está enganado. Um cão bravo só traz problemas. Se ele é agressivo é porque não está sendo tratado de acordo com suas necessidades, além disso é um perigo em potencial até para o dono.

Todo cão já tem, naturalmente, o instinto de defesa e de proteção do território e da matilha. Não é preciso "ensinar" ele a fazer isso. Muito menos a morder. Aliás, os adestradores responsáveis ensinam justamente o contrário. Os ensina a soltar sob comando.

Um bom cão de guarda é aquele que sabe latir na hora certa e pelos motivos certos. Um cão agressivo ou late por qualquer coisa, ou não late e ataca de espreita. Nos dois casos pode tornar a vida dos donos um inferno.

O latido sem fim é um problema óbvio. Mas o cão que ataca e fere ou mata alguém, mesmo que seja um ladrão, trará complicações para seus donos na Justiça. Isso sem falar na possibilidade, infelizmente já registrada algumas vezes, de o ataque ser contra uma criança que tenha pulado o muro atrás de uma bola.

Temos que acabar com a cultura de tratar os bichos como objetos. Eles têm necessidades básicas que, mesmo os animais "utilitários" precisam ter respeitadas. Isso torna a convivência mais interessante e muito mais feliz para todos. Seja inteligente.

Cães precisam mais de disciplina que de afago

Sabe aquela história de que crianças precisam de disciplina que de carinho? Pois é furada. Já está comprovado que os filhotes de seres humanos precisam tanto de uma rotina bem definida quanto de um afago dos pais.

Já no mundo canino não há palavras nem muita festa nas demonstrações de carinho. A forma que os chefes de matilha têm para dar atenção aos seus filhotes é promovendo a disciplina no bando. Garantindo a justiça na hierarquia e provendo alimentação.

Usar da psicologia humana com cães pode ser (e tem sido) desastroso. Um cachorro não compreende suas palavras e nunca vai atingir um grau de "maturidade intelectual" ao ponto de ter uma "conversa séria" com você. Aliás, a fala e os afagos exagerados só exitam e demonstram fragilidade de alguém que deveria liderar.

Entenda que os cães agem com causa e consequência. Essa é a forma de demonstrar para eles o que pode e o que não pode. É assim também que se define a hierarquia no bando. As mães amam e protegem seus filhotes, mas se um deles é fraco ou doente demais para acompanhar a matilha, será deixado para traz.

Pensando nisso, nesse pragmatismo, pare de achar que seu cão se magoa quando você o impede de subir no sofá ou quando ele reclama por ter sido movido de um lugar para outro. Na verdade, essa é a forma perfeita de demostrar que você sabe como tratá-lo e de respeitá-lo como sua matilha "original" o faria.

Um cão feliz vive dentro da rotina e disciplina do bando (no caso, sua família e casa). Ele não tem como liderá-los, pois não entende o comportamento humano e não poderá cobrar de vocês o comportamento canino. Mas nós podemos! E devemos liderá-los na nossa casa. Assim, como seguidor, nosso cão poderá viver feliz.

Rhodesian Ridgeback dá à luz 17 filhotes; você conhece esta raça?

Uma cadela na Alemanha deu à luz 17 filhotes da raça Rhodesian Ridgeback, deixando sua dona, Ramona Wegemann, feliz e ao mesmo tempo cansada ao ter que alimentar os pequenos por semanas já que a mãe deles não consegue dar conta. Os 17 cachorrinhos nasceram no dia 28 de setembro na cidade de Ebereschenhof, próxima a Berlim.



Ramona disse que não consegue dormir há semanas por conta do trabalho que ela considera exaustivo. “Quando termino de alimentar o último filhote, o primeiro já está com fome novamente”, disse. Cinco vezes ao dia ela dá aos cachorrinhos uma mamadeira com um leite especial porque a cadela, chamada de Etana, não consegue dar conta de tantos filhotes. “Quando os cachorros não estão com fome, querem brincar”, disse Ramona.

Quando uma cadela dá à luz tantos filhotes, é comum alguns morrerem nas primeiras semanas, o que não aconteceu com os cachorrinhos de Etana. A quantidade de filhotes mudou a vida de Ramona, que cuida em tempo integral dos cachorros. "O parto levou 26 horas e cuidar deles me obrigou a largar o seu trabalho como psiquiatra de animais.

Conheça a raça

A raça Rhodesian Ridgeback se originou na região do Zimbabwe (antiga Rodésia), através do cruzamento de várias raças provenientes da Europa com os cães de um povo nômade conhecido como Khoikoi, os Hottentots. Este povo, que se originou na Etiópia séculos antes de serem encontrados pelos europeus no sul da África, possuía um tipo de cão bastante peculiar: semi-selvagem, tamanho regular, orelhas de porte alto e com uma interessante inversão de pêlo no dorso, conhecidos como "Ridge Dogs". Estes animais tinham temperamento ruim e características de guarda e caça.

A primeira menção desses cães, pertencentes aos Hottentots data de 1719. Entretanto, existe a possibilidade de ancestrais dessa raça serem muito mais antigos. Existem murais egípcios, que datam de 4.000 AC, que retratam cães e parece que um deles tinha uma crista.

A raça foi desenvolvida na África em uma época onde leões, leopardos, hienas e outras feras existiam em grande número, o que representava um perigo iminente para os moradores das fazendas e os animais que lá criavam. Era preciso ter um animal que protegesse de forma eficaz as propriedades, além de acompanhar os caçadores em uma região tomada pela vegetação nativa e que, àquela época, não possuía estradas.

Ao longo do tempo demonstrou ser um animal raro: é capaz de farejar, rastear e acuar um intruso mesmo sob circunstâncias bastante adversas. É bastante ágil, ativo, forte, veloz, resistente e capaz de cobrir longas distâncias.

A raça não foi desenvolvida para matar os animais que caça, mas sim, acuar, intimidar e dominar as presas, sem tocá-las ou agredi-las fisicamente. Característica muito útil para caça de animais vivos e até mesmo para a sobrevivência do Rhodesian, uma vez que, aproximar-se demasiado de uma fera - como um leão, por exemplo - seria fatal.

Os cães faziam com que o leão corresse até a exaustão, de forma a acuá-lo. E com a fera exaurida, era fácil para os caçadores capturarem com auxílio de redes. O processo de caça era bastante demorado, podendo durar 2, 3 dias e a informação que obtivemos é que os cães mostravam-se muito resistentes, correndo durante todo o tempo, sem parar sequer para beber água.

Com informações do G1

Pense duas vezes antes de dar animais como presentes neste Natal

O vínculo entre seres humanos e cães é uma coisa bonita, e vê-lo se desenvolver pode ser quase tão satisfatório quanto forjá-lo sozinho. Portanto, não surpreende que os cães sejam uma ideia tão popular de presente.

A pessoa que dá um cão como um presente recebe um lugar na primeira fila para assistir momentos maravilhosos. Mas pense em como seu amado presente pode ser visto de outra forma: a emoção das férias pode produzir uma frenética, uma atmosfera quase maníaca, uma excitação que pode não ser a mais saudável para começar uma nova relação canina.

Cães precisam de estrutura e liderança, e estridentes gritos e aplausos de um novo líder do bloco em formação não cabem. Aqueles primeiros momentos-chave devem ser encarados com tranquilidade e energia firme, para que filhote possa se acostumar com a hierarquia da nova família - a afeição deve ser guardada até que a energia do novo cão tenha sido queimada e ele esteja pronto para dormir. Às vezes é mesmo uma boa ideia manter esse carinho guardado até vários dias em sua nova relação.

Outra questão a ser observada para uma posse responsável é ter certeza de que você escolha um cão que se encaixa com a energia da pessoa que o estará recebendo e com o resto da família. Isso pode significar envolver o receptor do presente no processo de seleção. Para isso, um bilhete cuidadosamente embalado pode ser dado no lugar do próprio animal, para deixar a pessoa saber que seu presente está chegando (muitos abrigos oferecem pacotes certificados de presente para esse fim!). O cãozinho não poderá ser coberto com beijos depois da grande revelação, mas você pode ter certeza de que haverá um amplo sorriso nele para você!

Lembre-se: os cães podem ser presentes maravilhosos, mas ao contrário de camisolas ou peúgas, eles não são tão facilmente recuperáveis, se o ajuste não for feito direito. O novo proprietário deve estar pronto para assumir um compromisso para a vida do animal inteira e estar preparado para aceitar as responsabilidades que vêm com este novo membro da família.

Há muitos fatores a considerar, incluindo a pessoa ou a situação financeira da família (eles podem pagar os cuidados veterinários e os custos do alimento de cão?), a sua situação de vida (a casa está pronta para animais de estimação?), e seu estilo de vida (eles têm tempo para investir na formação adequada, exercícios e atenção?). A relação entre o humano e o cão deve ser abordada com cuidado e respeito - só então você terá um presente verdadeiramente bom!

Cesar's Way
Tradução: Maurício Melo
Veja post original aqui

Paulistanos gastam até R$ 700 por mês com 'dog walkers'


Fernando Lopes, de 52 anos, é pós-graduado, casado, tem três filhos, era empresário e tinha uma vida financeira estável. Mas ele abandonou tudo e resolveu se tornar um 'dog walker', também conhecido como passeador de cães. Hoje, com a saúde melhor e mais confiante, ele diz que foi a melhor escolha que já fez.

Passeadores são pessoas que passam o dia com cachorros cujos donos, na maioria das vezes, não têm tempo de realizar a tarefa. São profissionais que, acima de tudo, amam os animais e que apostam em uma forma de trabalho alternativa para ganhar dinheiro.

Lopes é dog walker há um ano e meio e emprega outras quatro pessoas. Ele se tornou um dog walker quando, segundo ele, começou a sentir um desconforto no trabalho. “Me senti cansado da vida que tinha e resolvi mudar tudo. Pensei: ‘Quer saber? Vou fechar a empresa e me dedicar a algo que gosto de verdade’”, disse.

A alta demanda no trabalho de passeador de cachorros foi percebida em suas caminhadas pelo bairro em que mora: Higienópolis. Começou distribuindo panfletos divulgando o serviço e logo ganhou o primeiro cliente. Hoje, tem cerca de 70. “Resolvi unir uma das coisas que mais gosto, que é cuidar de animais, com trabalho. Não ganho o mesmo que antes, mas estou mais feliz.” Ele atende nas regiões de Higienópolis, Santa Cecília, Perdizes, Pompéia e Campos Elíseos. Em São Paulo, os bairros que mais têm demanda pelo serviço são os de classe média a alta.

Os passeios, em geral, duram uma hora e acontecem uma vez ao dia, de segunda a sexta. Os preços normalmente são fechados por mês e variam de acordo com a empresa, região e quantidade de passeios. Tudo pode ser negociado entre cliente e passeador. Normalmente, se os passeios são fechados com antecedência, o cliente pode receber um desconto. Além de caminhar com o cão, alguns dog walkers ensinam noções básicas de adestramento.

Segurança e cuidados

Quem contrata esse tipo de serviço tem de ficar atento à segurança. É imprescindível que o passeador tenha conhecimento básico de cada raça para que saiba como agir em casos de emergência, como em um eventual ataque a uma pessoa que passa na rua, por exemplo. Outra orientação é que o cliente busque referências sobre o trabalho do passeador. Cursos de adestramento também são indicados. 

Do G1

Liderando a matilha

O líder da matilha se impõe com ações, não com palavras. O comportamento e o posicionamento corporal é que conquistam espaço.

Se você não é o líder, não adianta ficar gritando que o é. Isso só vai mostrar sua fraqueza.

Quando se exerce a liderança diariamente, sem violência e sem conflitos, nunca se chegará ao ponto de uma disputa “corporal” por ela.

Assim, pequenos gestos como passar primeiro nas portas, fazer questão de escolher o lugar onde vai ficar e dar pequenos comandos durante o dia tornarão a convivência com os cães muito mais fácil.

Cão agitado na hora de passear tem "remédio"

O amigo fotojornalista Felipe Gesteira tem um Labrador, Apolo, e costuma se entender muito bem com ele. No entanto, a agitação, que aliás é bem comum em cães de caça, muitas vezes acaba por estressar o dono.

Em uma conversa comigo, expliquei que muitas vezes a excitação dos cães são provocadas por nós mesmos. No caso dele, o momento de maior agitação é a hora de vestir a coleira para passear.

Gesteira costumava cair na mesma "cilada" que muitos donos de cães. Ele tentava controlar o comportamento do amigão com palavras. Claro, não funcionava.

A dica é a seguinte: os cães não entendem o nós falamos. Mesmo os adestrados. Eles consideram os sons emitidos, no geral, como exclamações de excitação e não palavras com sentido.

Assim, quanto mais afoito o cachorro estiver, menos sons você deve emitir. E se for emitir algum, que seja do tipo "estampido". "Ei!", ou "psiu!", ou mesmo "não!". Mas é preciso ser incisivo e firme. Se você ficar se repetindo (não, não, ei, psiu, não...), não vai funcionar.

Ao invés disso, é muito mais eficiente usar a linguagem corporal, que os cães entendem muito melhor. Muitas vezes um simples mostrar de palma da mão seguido de uma passo para frente já resolve o caso. Se não resolver, um pequeno toque com os dedos na altura do pescoço vai lembrar o seu amigo dos tempos em que a mãe dele lhe dava dentadas no pescoço para repreendê-lo.

Mas lembre-se, é um toque, não é pancada, nem beliscão. Apenas um toque com os dedos firmes na altura do pescoço.

No caso de Felipe, no dia seguinte ele me procurou, todo feliz, para dizer que Apolo melhorou bastante, mas como em muitos casos, ainda é preciso persistir para que o novo comportamento venha a se tornar um hábito.

Bebês e cães, receita certa para agradar

Vocês já repararam no número de propagandas de TV com bebês e bichinhos? Pois prestem atenção. São várias. E não é à toa que os publicitários recorrem a isso para tentar vender quase qualquer coisa: juntar bebês a bichinhos é uma garantia quase infalível de criar uma imagem positiva, uma empatia imediata.

Sabendo do poder de atração – e audiência – dessas imagens, o Huffington Post resolveu fazer uma galeria com as fotos mais fofas de todos os tempos. Destaquei a minha preferida e fiz uma seleção das outras, mas dá para conferir uma por uma na galeria do site americano.




Veja post original aqui

Cães bocejam quando estão confusos ou desconfortáveis

Assim como os humanos, cachorros bocejam quando estão cansados. Mas não apenas nestas situações. O bocejo pode acontecer quando os bichos estão confusos e desconfortáveis. A explicação está no livro "Cachorros Falam", da escritora Sophie Collins, um prático manual ilustrado que ensina a interpretar a linguagem corporal dos animais.

Veja trecho de "Cachorros Falam".

Na obra, a autora ensina a diferenciar as reações dos cães aos estímulos dos donos e até em interações com outros cachorros. Sophie Collins explica como identificar a fala canina - que vai muito além do simples latido - e a interpretar movimentos e posições de pernas, costas, cauda e expressões faciais.



Da Livraria da Folha

Cães em condomínios: respeito elimina discussões

Tem sido pauta cada vez mais frequente as brigas e confusões entre vizinhos de condomínios causadas por causa dos animais de estimação. Isto porque um ponto tem sido esquecido no convívio das pessoas. O respeito.

Isso mesmo, o problema (mais uma vez) não está com os animais em si. Não é o cachorro, ou o gato que geram a briga. São seus donos.

Sim, é verdade que há muitos casos de intolerância, quando alguém resolve proibir que uma outra pessoa tenha um animal de estimação dentro da casa dela. Mas também é preciso apontar os casos em que os donos dos bichos não seguem as regras.

Portanto, para um bom convívio é preciso seguir algumas regrinhas básicas. Seu cão, gato, pássaro ou peixe(!) não podem gerar desconfortos para o vizinho. Não se pode permitir que o cachorro fique latindo ao ponto de atrapalhar quem não mora na sua casa.

Também não é aceitável que seu cachorro deixe "rastros" em áreas de convívio comum do condomínio. Assim, se o bichinho faz xixi, cocô, solta bolas de pelos ou rói alguma coisa, é preciso arrumar na mesma hora. A ideia é manter estes locais como se o animal nunca tivesse passado por lá, ou exatamente como você encontrou antes.

Por outro lado, agindo desta maneira, os vizinhos que não querem e não precisam conviver com animais não terão porque e não poderão mais reclamar da permanência dos bichos no condomínio.

Brasil tem apenas 60 cães-guias e 1,4 milhão de cegos

O número reduzido de cães-guia no Brasil é um reflexo da dificuldade que existe para conseguir um animal treinado. Para se ter uma ideia, há 1,4 milhão de deficientes visuais no país, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia; e cerca de 60 cães-guia, segundo ONGs.

O treinamento não é nada de outro mundo, mas é especializado. Talvez por não terem visto o "filão comercial" que há neste tipo de treinamento ou mesmo por causa do preconceito, o adestramento de cães guias ainda é raro no Brasil.

Em média, o treinamento demora dois anos e custa o equivalente a R$ 25 mil no Brasil. Os deficientes visuais cadastrados no Projeto Cão-Guia e na Escola de Cães-Guia Helen Keller não pagam pelo animal, mas precisam enfrentar a fila de espera de tempo indeterminado.

Há, porém, uma ONG que faz este serviço e oferece os cães treinados para deficientes visuais sem custos. O problema é que por isso, a fila é enorme e com a falta de apoio, o número de cães treinados é bem limitado. Mas saiba que há várias formas de ajudar. E você, leitor que gosta de cães, também pode.

Serviço
Interessados em obter um cão guia, patrocinar ou ser voluntário nos projetos podem entrar em contato com as instituições:

Escola de Cães-Guia Helen Keller
www.caoguia.org.br

Projeto Cão-Guia - ONG Integra
(61) 3345-5585/ 3443-0005
caoguiadf@gmail.com
http://www.mpdft.gov.br/sicorde/caoguia.htm

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